A psicologia infantil é a área da psicologia responsável por ajudar, investigar, compreender, estudar as manifestações psíquicas e intervir no comportamento da criança desde o seu nascimento até ao fim de sua adolescência.
O trabalho do Psicólogo é identificar o que se passa com a criança e estabelecer uma relação próxima através das consultas. Utilizando brincadeiras, conversas, desenhos, entre outras técnicas, são desbloqueadas as dificuldades que a criança possa estar apresentando.
O Psicólogo é o responsável na busca, através do seu diagnóstico, do real motivo das dificuldades enfrentadas pela criança, além de delimitar estratégias de intervenção que visem à superação dos obstáculos identificados na capacitação das crianças, jovens e suas respectivas famílias.
Durante o desenvolvimento da criança diversos aspectos estão envolvidos, tais como: o crescimento físico, as alterações emocionais, adaptação social e psicológica, além de fatores genéticos.
A psique é construída juntamente ao desenvolvimento físico da criança e é influenciada por questões genética e, também, pelas experiências de relacionamento e interação social vividas pela criança.
Não raro, em alguns estágios do desenvolvimento da criança podem começar a surgir alguns traços de desorganização. Essa desorganização, normalmente, pode ser percebida na fase escolar, através de transtornos comportamentais, dificuldades de aprendizagem e/ou por inibições sociais e dificuldades de relacionamento.
Sem a devida ajuda para identificar tais distúrbios, os sintomas tendem a piorar e a criança pode apresentar quadros clínicos de Hiperatividade, Conduta Desafiante Opositora e, até mesmo, desenvolver traços de características Autistas.
Durante a juventude, que inicia por volta dos 12 anos e se estendendo até aos 21 anos, diversas são as necessidades, preocupações e formas de manifestar os problemas enfrentados pelo jovem. E, durante esse longo estágio no curso da vida, existem problemas característicos de acordo com a idade.
Assim, no primeiro estágio que dura até os 14 ou 15 anos, os problemas são, comumente, relacionados ao estado de espírito, devido ás mudanças físicas e psíquicas vitais e crise de identidade.
A próxima fase perdura até os 17 ou 18 anos, sendo este um momento muito difícil, pois o jovem passa por uma constante sensação de confusão e mudanças, precisando compartilhar suas preocupações e pensamentos com alguém fora do seu ambiente imediato, de forma a sentirem-se livres de pressões familiares que possam, eventualmente, existir.
Finalmente, aos 21 anos, o jovem chega à maturidade e onde os problemas que não foram resolvidos, durante as fases anteriores, tendem a mostrar-se com maior complexidade de detalhes e questionamentos e, em alguns casos, podem ter se tornado parte intrínseca da personalidade do jovem, dando origem a distúrbios ou transtornos na sua fase adulta.
Devido a tantos fatores e mudanças inerentes ao desenvolvimento infanto-juvenil, pode-se perceber a importância da psicologia infantil aliar-se à psiquiatria, de forma a atuar como suporte e auxílio durante o desenvolvimento da psique.
Abaixo alguns exemplos de problemas tratados através da intervenção psicológica:
• Ansiedade e medos
• Sintomas depressivos (tristeza e apatia)
• Dificuldades de relacionamento e adaptações familiares
• Problemas emocionais
• Birras e problemas de comportamento
• Hiperatividade e défice de atenção
• Problemas alimentares
• Problemas do sono
• Desfralde
• Insucesso escolar e dificuldades de aprendizagem
• Bullying
• Separação dos pais
• Autoestima e motivação
• Prevenção de vícios
• Doenças psicossomáticas
• Perda de limite de conduta
• Transtornos de conduta
• Incontinência fecal e urinária
• Transtornos com mecanismos psicóticos
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Fonte: Psicologia e Coaching | Clinica Médica do Porto